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	<title>SubJudice</title>
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	<description>Pensando o Direito</description>
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		<title>Exumem Montesquieu&#8230; O (trágico) esquecimento da Separação dos Poderes</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 14:10:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Exumem Montesquieu&#8230; O (trágico) esquecimento da Separação dos Poderes
Um dia atrás do outro me deparo com notícias estranhas e estarrecedoras. Na última oportunidade, manifestei-me sobre o caso Lina Vieira x Dilma Roussef, ainda atual na mídia (agora com o sumiço dos backups de gravação do Planalto &#8211; &#8220;vê se pode&#8221;). Em regra, não colocaria novo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judice.wordpress.com&blog=3690834&post=140&subd=judice&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="center"><strong><span style="text-decoration:underline;">Exumem Montesquieu&#8230; O (trágico) esquecimento da Separação dos Poderes</span></strong></p>
<p>Um dia atrás do outro me deparo com notícias estranhas e estarrecedoras. Na última oportunidade, manifestei-me sobre o caso Lina Vieira x Dilma Roussef, ainda atual na mídia (agora com o sumiço dos backups de gravação do Planalto &#8211; &#8220;vê se pode&#8221;). Em regra, não colocaria novo <em>post</em>, mas a perplexidade assim me impôs.</p>
<p>Ainda vou na linha do Constitucionalismo, que na sua &#8220;nova aparição&#8221; (neomoderna, talvez &#8211; em alusão à involução da pós-moderna) traz possíveis incongruências e prejuízos futuros que serão percebidos em dias que virão.</p>
<p>Refiro-me, exclusivamente neste, sobre a ascensão do Poder Judiciário, ativismo judicial e supervalorização das expectativas de decisão de Magistrados, o que (por serem supostamente boas), alargam a competência material para o dom ou tarefa de Julgar.</p>
<p>Por constitucionalismo, em seu termo inicial (e resumidamente), entende-se o movimento pelo qual deu força normativa à constituição, deixando de ser mera Carta Política (Luis Roberto Barroso), para, efetivamente, destilar regras, princípios e preceitos, seja para proteção do administrado em relação ao Estado, seja na busca de uma pacificação horizontal. Elevou-se, pois, a hierarquia hermenêutica da Constituição, utilizando-se como um dos fundamentos a &#8220;virada Kantiana&#8221;, com a aproximação do Direito e da Moral (Dworkin), deixando a Ciência Jurídica de ser vista e interpretada como uma ciência exata, mas sim correlata com diversos ramos, como sociologia, filosofia, medicina, etc&#8230;</p>
<p>Havendo, pois, a necessidade de interpretação dos fatos e atos jurídicos à luz da Constituição, certamente seria necessário (como o foi) de uma Carta Magna que pudesse exprimir os anseios majoritários atuais, bem como deixar-se levar pelas mudanças sociais do futuro, já que limita-se à normatizar o quadro social (incluindo-se, ai, costumes, valores, política, etc.) do momento.</p>
<p>Para tanto, ou seja, para deixar-se aberta aos anseios majoritários futuros, fizeram inserir na Carta Fundamental algumas expressões passíveis de modificação no tempo, que alguns doutrinadores chama de cláusulas abertas, gerais, indefinidas, conceitos vagos ou indeterminados, que, por filiação acadêmica, resumo em: acordos incompletamente teorizados (Fernando Átria). São exemplos vários termos, como: democracia, dignidade da pessoa humana, liberdade, igualdade, etc., que mudam com o tempo.</p>
<p>Sem embargo da diferença entre constituição rígida e semi-rígida, registramos, en passant, que a rigidez constitucional como cláusula pétrea é salutar ao Ordenamento Jurídico, já que cria condições materiais da manutenção da Ordem Constitucional no tempo, sem que seu fundamento se modifique ao ponto de deixá-la ineficaz ou caduca. Todavia, deixamos outras considerações para textos específicos sobre o assunto.</p>
<p>Enfim: o constitucionalismo trouxe a ética e moral de volta ao mundo jurídico, com elevação das normas consitucionais (regras ou princípios), dentre as quais temos conceitos vagos ou acordos incompletamente teorizados.</p>
<p>A idéia de &#8220;separação de poderes&#8221; é um desses termos constitucionais (portanto, cogentes na ordem política e social) que sofrem mutação na medida da necessidade de momento.</p>
<p>Faço uma ressalva, ou uma lembrança de escritos anteriores que pude tecer: sou filiado à corrente que credita à manutenção (do) ou busca pelo Poder as modificações mais drásticas nos Estados Modernos. Iniciou-se com a transposição (ou codificação) do jusnaturalismo para o positivismo, embasamento jurídico filosófico que deu à Napoleão os instrumentos necessários para a Revolução Francesa (sem esquecer dos ensinamentos de Sieyes), bem como para a sua continuidade imperialista. Na continuidade histórica, o positivismo (aliado ao ceticismo interdisciplinar) legitimou Hitler a cometer as barbáries que todos já sabemos, valendo a lembrança de que o Nazista foi democraticamente eleito por quase 70% da população (que, por representatividade majoritária) corroborava com suas atitudes anti-semitas.</p>
<p>A Europa devastada pelas 1a e 2a Guerra Mundial não poderia ter melhor ajuda do que a dos Estados Unidos, que no afã de retomar (ou tomar) sua influência sobre a Europa Ocidental (início da expansão do capitalismo), investiu rios de dinheiro ao argumento do Welfare State (Estado do Bem Estar Social), que tentou retomar alguns princípios jusnaturais na tentativa de limitar a atuação estatal (livre na medida que legislado) em favor do indivíduo, que tornava a ser o centro do sistema.</p>
<p>Para tanto, tiveram que diminuir o poder legiferante, nascendo, assim, a ascensão do Poder Executivo, para que implementasse políticas públicas sociais, pró-trabalhadores, pró-hipossuficientes, questionando, sempre que possível, a validade da lei no seu aspecto material (ao passo que no Estado Liberal, antecessor do WelFare State, bastava um processo legislativo formal respeitado para que a lei, independentemetne de seu conteúdo, tivesse validade e eficácia sobre todos os cidadãos).</p>
<p>Este foi [excesso de poder ao executivo], portanto, a pedra de toque das Ditaduras, que legislavam pelo executivo, jungindo-se despreocupação com a coisa pública ao descaso com o ser-opositor. Tentou-se mostrar, a curtas palavras, que coube à busca ou manutenção do Poder as modificações estruturais ocorridas ao longo do tempo, cabendo a pergunta: o que virá com a ascensão desmedida do Poder Judiciário?</p>
<p>Como sabido, e já dito, o movimento constitucionalista solidificou-se, no Brasil, com a Constituição Federal de 1988, promulgada com a promessa de democracia (ainda que meramente representativa), mas que efetivamente tivesse seus agentes políticos escolhidos pelo povo, com o sufrágio obrigatório e universal. O constitucionalismo, portanto, deu normatividade às cláusulas constitucionais, criando esperanças no Poder Judiciário para uma melhor aplicabilidade e, ainda, como um guardião do Ordenamento Jurídico, certamente venda na história um perigo no excesso do legislativo (Estado Liberal) e do executivo (Estado Social &#8211; Ditatorial).</p>
<p>Ao Poder Judiciário é dada a palavra final, o ato decisório, a submissão da lei pela sentença ou mera decisão interlocutória de cognição sumária. Não estou a questionar a validade ou legitimidade do alargamento das funções judicantes, no entanto, vejo espantado até onde está-se indo a audácia Jurisdicional, que já legisla (o STF vem retomando as figuras do mandado de injunção e otimizando a ADIN por omissão), revoga leis (quando interpreta diferentemente da <em>mens</em> ou <em>ratio legis</em>) e executa (quando impõe políticas públicas por ordem judicial).</p>
<p>Aliás, a contraposição de política e ordem judicial já é gritante, pois de político nada cabe ao Juiz, a não ser como contingência (segundo Josep Aguiló Regla, a contingência política são as forças de compreensão que envolvem o Julgador ou intérprete, podendo ser situações da vida, a economia, a criação, etc., tendo outros autores definido como pré-compreensão). Mas, mesmo assim, acredito ser correta a judicialização da vontade política, desde que correta, sopesada, inteligente e democrática (existe vasta discussão sobre a legitimidade antimajoritária dos juízes, que não foram eleitos pelo povo, ao contrário dos legisladores, cuja vontade, em tese, deveria prevalecer ao entendimento unitário do Magistrado).</p>
<p>Por Separação de Poders, basicamente, se pode entender a tripartição (ou mais, em outros Estados) entre Legislativo, Judiciário e Executivo, devendo existir um equilíbrio entre eles, um contrabalanceamento proporcional às atividades funcionais e democráticas de cada ente (Montesquieu, com o fúnebre perdão aos diversos autores e filósofos que contribuíram para o aprimoramento e evolução do conceito, que, aliás, está em constante modificação).</p>
<p>Pois bem. Motivou-me a escrever este artigo uma matéria que li no Jornal A Gazeta (Espírito Santo), que assim mancheteava: &#8220;<strong>Parlamentares capixabas defendem intervenção judicial para moralizar Senado</strong>&#8220;.</p>
<p>Notem: intervenção judicial para moralizar Senado, dito de outra forma, ativismo judicial em matéria organizacional legiferante. E o pior, proposto e defendido por parlamentares, como se etivessem a abrir as portas (e janelas) de sua casa (que, in casu, é a casa do povo) para contra-majoritários Magistrados.</p>
<p>Assim se manifestou o Senador Gerson Camata:</p>
<p>&#8220;Um conselho integrado por gente daqui de dentro não está funcionando. Precisa ter gente de fora. Podemos até ter representantes como líderes partidários, mas precisaríamos de um ministro do STJ, um ministro do STF, um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), um representante do Ministério Público, um representante do Conselho Nacional de Contabilidade, por causa de  processos  envolvendo desviou de dinheiro. Os líderes de partido seriam necessários para dar mais lisura aos julgamentos&#8221;.</p>
<p>Para melhor explicar, o parlamentar fala sobre a dissolução do Conselho de Ética do Senado, tendo em vista que a bancada de oposição abandonou as 05 cadeiras que tinha (das 15 totais) após o arquivamento de 11 denúncias de violação ao decoro por Sarney. Entende, o mesmo, que um Conselho de Ética deve ser composto de Ministros do STF, STJ, TCU, além de contadores e parlamentares.</p>
<p>E complementa Renato Casagrande, quando questionado pela rádio CBN se aprovaria uma intervenção judicial no Senado com participação no Conselho de Ética:</p>
<p>“Eu não descarto isso. Tem gente aqui (Senado) que descarta essa possibilidade de intervenção do Judiciário nas questões do Senado, até pela demora na tramitação dos processos judiciais”</p>
<p>Preocupa-se, apenas e tão somente, com a moralidade na tramitação dos processos judiciais, esquecendo-se, entretanto, de que a Comissão de Ética é órgão/conselho <strong>do Poder Legislativo</strong>, cujo objetivo é, internamente, julgar seus membros, devidamente escolhidos pelo povo.</p>
<p>Diga-se de passagem, se entendem não existir clima e imparcialidade para a composição de um Conselho de Ética imparcial (tanto que pretendem convocar a violação à Separação dos Poderes), que chamem os primeiros <strong>donos </strong>da Casa, <strong>o povo, os cidadãos. </strong></p>
<p>Se é a busca da imparcialidade e do julgamento enquanto subsunção de fato à norma (aliado aos princípios, porque não convocar alguém do povo (que votou e pode ser votado) para assim fazê-lo? Se a idéia é afastar a (baixa) política, que o faça com legitimados primordiais, mas não Magistrados que sequer são dados à politização, muito menos escolhidos para lá estarem.</p>
<p>Nem mesmo os Ministros do STF e STJ são escolhidos numa lista referendada pela população, pelo que se questiona qual a legitimidade que ele tem para, enquanto eventual membro de órgão legislativo, me ( ou te) representar?</p>
<p>Dessa vez, ao menos, preferiu Magno Malta (dos 03 senadores capixabas) o silêncio: sábia escolha.</p>
<p>Sugiro a criação (ou melhor divulgação, aproximação, etc.) de mecanismos disponibilizados ao povo para contenção de violação a decoro, ética, entre outros, como se pudéssemos ter controle de impeachment sem a necessidade de aprovação pelo próprio legislativo.</p>
<p>Há um texto interessante da Ana Paula de Barcellos sobre o tema controle social, elencando dois itens que redundam no desinteresse do cidadão na vigília política: 1) falta de tempo (o que inclui a necessidade de trabalho para manutenção de uma vida minimanente digna; 2) falta de esperança de que a sua atitude irá mudar o fato pelo qual se insurge.</p>
<p>Conclui, ela, em breves linhas, pela necessidade (sendo poder e dever do Estado) de <strong>informar</strong> ao cidadão, de forma clara, fácil, objetiva e inteligível, sobre as ações políticas, para que se saiba aonde, como, quando e sobre o que reclamar. Há ainda a possibilidade de unificação de órgãos públicos quando há concorrência de responsabilidade, como é o caso da saúde, onde há tanto a responsabilidade da União, dos Estados e dos Municípios (e DF).</p>
<p>Eu, por outro lado, sugiro um <strong>recall</strong>. Isso mesmo, um recall dos representantes políticos. Na metade do curso legislativo (vereadores, prefeitos, governadores e deputados sendo o curso legislativo de 04 anos, e senadores 08 anos), logo, aos 02 anos de mandatos ou 04 (para senadores), deveria ser oportunizado aos cidadãos, sem obrigatoriedade, um recall, nos mesmos moldes tecnológicos que os TRE’s (Tribunal Regional Eleitoral) vem atuando, com as urnas eletrônicas e divisão inteligente de zonas.</p>
<p>Assim, na metade do mandato os políticos seriam postos à prova da população, que poderá expressar sua aprovação ou não aos atos anteriormente praticas, sendo certo que na hipótese de reprovação de X%, o impeachment seria obrigatório (não passível, pois, de discriocionariedade – ou política – do Legislativo).</p>
<p>Fica a sugestão, que será devidamente detalhada em outro estudo.</p>
<p>Enquanto isso, temos que nos contentar com idéias de juridicização do Senado, com Ministros do STF e STJ dentro da Casa Legislativa, julgando (sem o juízo natural) os ilícitos cometidos pelos Parlamentares.</p>
<p>Em breve teremos Senadores usando toga e peruca, bem como Ministros sendo julgados pelo Conselho de Ética do qual faz parte por faltar com decoro ao, publicamente, mandar seu presidente funcional ir às ruas, como quem “vai às merdas”!</p>
<p>Eis o link para a matéria no Jornal A Gazeta:</p>
<p><a href="http://gazetaonline.globo.com/index.php?id=/local/minuto_a_minuto/local/materia.php&amp;cd_matia=123540">http://gazetaonline.globo.com/index.php?id=/local/minuto_a_minuto/local/materia.php&amp;cd_matia=123540</a></p>
<p style="text-align:center;">
<div id="attachment_141" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-141" title="Trabalho do Senado" src="http://judice.files.wordpress.com/2009/08/manobras-do-senado.jpg?w=300&#038;h=279" alt="Qual das carecas é o do Gilmar Mendes? " width="300" height="279" /><p class="wp-caption-text">Qual das carecas é a do Gilmar Mendes? </p></div>
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		<title>A inversão do Constitucionalismo: O caso Lina Vieira x Dilma Roussef</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 17:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[SubGiudice]]></category>

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		<description><![CDATA[A inversão do Constitucionalismo: O caso Lina Vieira x Dilma Roussef
Uma lástima. Hoje acompanhei partes do depoimento da Dra. Lina Vieira na CPI Balbúrdia do Senado, numa missão midiática de Governo e Oposição demostrarem força política em detrimento da Ex-Secretária da Receita Federal do Brasil.
Um linchamento público, televisionado, o que, aliás, é único no Mundo. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judice.wordpress.com&blog=3690834&post=136&subd=judice&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><strong>A inversão do Constitucionalismo: O caso Lina Vieira x Dilma Roussef</strong></p>
<p>Uma lástima. Hoje acompanhei partes do depoimento da Dra. Lina Vieira na CPI Balbúrdia do Senado, numa missão midiática de Governo e Oposição demostrarem força política em detrimento da Ex-Secretária da Receita Federal do Brasil.</p>
<p>Um linchamento público, televisionado, o que, aliás, é único no Mundo. O televisionamento das sessões dos Senadores é algo inédito nos países Democráticos, o que, por um lado, é louvável para que a população tenha conhecimento do que se trata, ou, ao menos, conhecimento das barbaridades que ocorrem em tão importante Instituição do Brasil. Por outro lado, é lamentável ver a utilização das câmeras para captação de votos, ao arrepio dos anseios da Nação e do Povo (sem entrar na discussão se é a mesma coisa ou não).</p>
<p>O fato, entretanto, que me chamou atenção foi a fala do Senador Aloizio Mercadante.</p>
<p>A parte da grosseria e estupidez corriqueira (que, convenhamos, foi completamente desnecessária), o Senador Mercadante balbuciou que a Ministra Dilma Roussef poderia sim ter tentado uma ingerência na Receita Federal, até mesmo porque (e aqui vem o fato curioso) já haveria uma ordem judicial para agilização dos processos investigativos em relação à Fernando Sarney, e, sendo assim, enquanto &#8220;Chefe do Governo&#8221; (Ministra da Casa Civil), teria dentro de suas funções o aperfeiçoamento ou acompanhamento das decisões do Poder Judiciário.</p>
<p>Ora, a seguir essa linha de raciocínio, devo tentar procurá-la [a Dilma] para tentar agilizar (através de pedidos) as penhoras online, sentenças, citações, etc. de meus clientes, enquanto advogado que sou.</p>
<p>O Constitucionalismo Contemporâneo entende que o Poder Judiciário deve sobrepor-se aos Poderes Executivos e Legislativos, justamente como ente politicamente imparcial e parcialmente defensor dos Direitos Fundamentais, sendo o ativismo judicial elemento em voga para efetivação dos Direitos.</p>
<p>Confesso que, pessoalmente, sou relutante nessa ascensão desmedida do Órgão Judiciário, já que entendo o equilíbrio entre os Poderes como alvo do Estado Democrático de Direito (com checks and balances), além do que vejo com perigo a desconsideração das vontades majoritárias (pela representatividade do Legislativo e Executivo) em prol de vontades contramajoritárias (dos Juízes não eleitos pelo povo).</p>
<p>O fato curioso é que para os Senadores, em especial Aloizio Mercadante, a Ministra Chefe da Casa Civil pode acompanhar e aditar ordens judiciais, como se tal posição política lhe conferisse poderes extensos, ilimitados e ao arrepio do equilíbrio de forças políticas. Ou seja, total inversão do Constitucionalismo, tentado retroceder à momentos Ditatoriais, onde o Executivo exercia sua vontade através de decretos verbais.</p>
<p>Fico triste pelo açoitamento público. Deprimente&#8230;</p>
<p>Quanto ao caso Lina x Dilma, ficou clara a tentativa da base aliada em desqualificar a depoente Lina, tapando os olhos para as contradições e omissões. Não me pareceu, confesso, mentira da ex-secretária da Receita Federal, no entanto, enquanto Parlamentar que são, acredito que a ética, respeito, moralidade e, sobretudo, dignidade devem ser observados, seja como &#8220;inquisitores&#8221;, seja como &#8220;protetores&#8221;.</p>
<p>Sem querer me alongar, parto da idéia de quem me lê agora, sabe do caso. A Dra. Lina foi clara e retilínea: pediram-na agilização, o que, obviamente, impõe um encerramento de um processo. É dizer: num processo temos início, meio e fim. Havendo uma agilização, o fim chegará (ao arrepio do princípio da impessoalidade da administração pública) em tempo célere do que o seria normalmente.</p>
<p>Em momento algum a Dra. Lina indicou que haveria uma agilização a favor ou contra o Fernando Sarney, mas limitou-se a dizer que houve a reunião a pedido da Dilma Roussef, cujo conteúdo foi para pedir a agilização nas investigações do filho de Sarney (Fernando Sarney), o que, por óbvio, indica um encerramento do mesmo. E ponto.</p>
<p>A virulência da base aliada, bem como a negativa do acontecimento da reunião pela Ministra Chefe da Casa Civil indicam, para mim, algo obscuro/obnubilado, além de predizer que o PT não possui candidata ao Planalto que tenha dom e competência para exercer o múnus Presidencial.</p>
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		<title>Amor, Sexo e Guerras!</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jan 2009 12:23:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Amor, Sexo e Guerra!
Que amor, sexo e guerra se confundem, acredito que todos (ou quase todos) concordamos! A começar por Leandro  (falecido) e Leonardo, que, numa demonstração única de entendimento antropológico, disseram:
&#8220;E se de dia a gente briga&#8230;. A noite a gente se ama&#8230; É que nossas diferenças se acabam no quarto, em cima da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judice.wordpress.com&blog=3690834&post=117&subd=judice&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"><strong>Amor, Sexo e Guerra!</strong></span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Que amor, sexo e guerra se confundem, acredito que todos (ou quase todos) concordamos! A começar por Leandro  (falecido) e Leonardo, que, numa demonstração única de entendimento antropológico, disseram:</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">&#8220;E se de dia a gente briga&#8230;. A noite a gente se ama&#8230; É que nossas diferenças se acabam no quarto, em cima da cama!&#8221; E por ai vai!</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Como vivo num país longe de grandes guerras (ou ao menos declaradas como tal), e que possui no preâmbulo de sua constituição o princípio da solução pacífica de conflitos,  não fico horas a fio matutando como ganhar uma batalha estilo terrorista, tendo, de um lado, Ongs de Direitos Humanos e, de outro, Mustafás afoitos pelo sangue, experts na fabricação de bombas e com um poder de convencimento fora do normal, afinal, convencer centenas de pessoas (que seja um) ao suicídio é algo a ser considerado como anormal&#8230;</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"><span id="more-117"></span></span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">E por não ficar horas e horas pensando sobre guerras (a não ser as minhas batalhas diárias), achei, ao mínimo, curiosa uma notícia que li ainda no mês de dezembro/2008, cuja manchete era a seguinte:</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">&#8220;Tome um desses, vai gostar! Com os cumprimentos do Tio Sam&#8221;.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Ao estilo imperativo (até mesmo gramaticalmente), os EUA começaram a distribuir <strong>VIAGRAS</strong> aos Talibans, com o intuito, único, de obterem informações privilegiadas. </span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">É mais ou menos o seguinte: “Dê-me Bin Laden, que eu te darei <strong>sexo</strong> prolongado!” Tome, vai gostar!</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Um agente da CIA assim se pronunciou para o Washington Post quando indagado acerca de como vencer uma guerra:</span></p>
<pre style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">“O que for preciso... para fazer amigos e influenciar </span></pre>
<pre style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">pessoas</span><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> - seja construir uma escola ou dar Viagra.”</span></pre>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Não precisa ser um expert em guerras para saber que basta buscar um Mustafá daqueles para conseguir o almejado convencimento/influência. Tolos americanos!!</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">A história não é diferente disso. Não tão obtusa como os EUA e o Afeganistão, sobretudo pela relação de amor, devem-se lembrar de Cleópatra e Marco Antônio, amantes fervorosos sem a necessidade de Viagra! </span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Como sabido, o que moveu a guerra entre Egito e Roma foi o amor platônico que Marco Antônio cultivava pela rainha das cobras, somado, logicamente, à ambição desmedida e doentia de Cleópatra. Seja amor, ou seja ambição, acabaram mortos, talvez convencidos por um Mustafá, já que se suicidaram, ela com picadas de cobra, ele com sua espada!</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">O fato é que amor, sexo e guerra se entrelaçam desde&#8230; sempre. E que continue assim, mas com menos guerra e mais sexo e amor! </span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Tome, vai gostar!</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Um bom começo de 2009.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;font-family:Georgia,serif;">Obs.: Para não ser injusto, seguem os créditos autorais da música “Paz na Cama”: Edson Mello e Rhael</span></p>
<div id="attachment_121" class="wp-caption aligncenter" style="width: 229px"><img class="size-full wp-image-121" title="Viagra da Paz" src="http://judice.files.wordpress.com/2009/01/viagrablog.jpg?w=219&#038;h=223" alt="Viagra da Paz" width="219" height="223" /><p class="wp-caption-text">Viagra da Paz</p></div>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/judice.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/judice.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/judice.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/judice.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/judice.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/judice.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/judice.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/judice.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/judice.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/judice.wordpress.com/117/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judice.wordpress.com&blog=3690834&post=117&subd=judice&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Viagra da Paz</media:title>
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		<title>Então, bom natal!</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Dec 2008 22:09:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Prezados,
Feliz Natal tem, certamente, um sentido muito maior do que felicitar alguém por uma data, como nos parabéns de aniversário. O regozijo natalino transcende a paz de espírito (ou o espírito de porco), a solidariedade entre os homens, a vontade de fazer o bem e o amor ao próximo.
É tempo de repensar os conceitos, ainda [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judice.wordpress.com&blog=3690834&post=111&subd=judice&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div class="mceTemp mceIEcenter">Prezados,</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter">Feliz Natal tem, certamente, um sentido muito maior do que felicitar alguém por uma data, como nos parabéns de aniversário. O regozijo natalino transcende a paz de espírito (ou o espírito de porco), a solidariedade entre os homens, a vontade de fazer o bem e o amor ao próximo.</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter">É tempo de repensar os conceitos, ainda que num único dia, mas que o valha pelo resto da vida! É tempo de reciprocidade, humanidade, amizade, mudança, renovação, bondade&#8230;</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter">Aliás, Natal é relativo à nascimento&#8230; Assim sendo, um <span style="text-decoration:underline;"><strong>re</strong>natal </span>para todos!!</div>
<div id="attachment_112" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px"><img class="size-full wp-image-112" title="Feliz Natal" src="http://judice.files.wordpress.com/2008/12/natal.jpg?w=425&#038;h=744" alt="Feliz Natal" width="425" height="744" /><p class="wp-caption-text">Feliz Natal</p></div>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/judice.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/judice.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/judice.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/judice.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/judice.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/judice.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/judice.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/judice.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/judice.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/judice.wordpress.com/111/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judice.wordpress.com&blog=3690834&post=111&subd=judice&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Feliz Natal</media:title>
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	</item>
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		<title>O dia em que tivemos duas Constituições</title>
		<link>http://judice.wordpress.com/2008/12/02/o-dia-em-que-tivemos-duas-constituicoes/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 00:58:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Grupo de Estudo]]></category>
		<category><![CDATA[1969]]></category>
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		<description><![CDATA[O DIA EM QUE TIVEMOS DUAS CONSTITUIÇÕES
 
Exatamente isso! Num mesmo dia tivemos não uma, mas duas constituições vigentes, o que, a princípio, não nos faz concluir qualquer desdobramento prejudicial de tal novidade constitucional. 
 
Quando estudamos o direito, e principalmente nas aulas de Introdução ao Estudo do Direito e Direito Constitucional, aprendemos que a Constituição de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judice.wordpress.com&blog=3690834&post=101&subd=judice&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">O DIA EM QUE TIVEMOS DUAS CONSTITUIÇÕES</span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Exatamente isso! Num mesmo dia tivemos não uma, mas duas constituições vigentes, o que, a princípio, não nos faz concluir qualquer desdobramento prejudicial de tal novidade constitucional. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Quando estudamos o direito, e principalmente nas aulas de Introdução ao Estudo do Direito e Direito Constitucional, aprendemos que a Constituição de 1988 teve sua vigência a partir do dia 05 (cinco) de outubro de 1988; a famosa Constituição Cidadã, com tantos direitos fundamentais, individuais e coletivos como os alicerces da nova sociedade, erigida, sobretudo, pelo certo ou errado, branco ou preto, alto ou baixo e etc. da Guerra Fria. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Excetuando-se alguns raros casos, não é normal perguntarmos o HORÁRIO em que a Nova Carta Magna começou a despejar seus efeitos fáticos e jurídicos Brasil afora. Pelo menos não me recordo de qualquer indagação nesse sentido, que, aliás, seria motivo de chacota, certamente!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Naquele dia (05/10/88) dois fatos importantíssimos ocorriam: o mais importante deles, o aniversário de minha irmã; o outro, um pouco menos importante, ocorreu aproximadamente às 16 horas: A CONSTITUIÇÃO CIDADÃ ESTAVA VIGENTE!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Recapitulando</span></span></span><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">: das 00:00 horas até as 15:59 horas do dia 05 de outubro de 1998 éramos vigidos e regulados pela Constituição Militar e pela Emenda Constitucional que muitos chamam de Constituição de 1969</span><a name="_ftnref1" href="http://judice.wordpress.com/wp-admin/#_ftn1"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:11pt;line-height:115%;font-family:Arial;">[1]</span></span></span></span></a><span style="font-size:small;">; e a partir das 16:00 horas passamos a ser vigidos e regulados pela Constituição Cidadã, santinho político de José Sarney. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Pergunta-se: e os atos ocorridos no dia 05 de outubro de 1988? Qual legislação aplicar? Para aqueles que arriscam dizer que os atos ocorridos até as 16 horas seriam regidos pela Constituição Militar e os atos ocorridos depois das 16 horas pela Cidadã, pergunto: e os atos complexos, cujo início é pretérito às 16 horas e o término posterior?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Ainda bem que o aniversário de minha irmã estava programado para as 20 horas, logo, repleto de sentimento renovado e cidadão, cuja festividade podia conter como tema “A ditadura que se exploda!” e ainda assim conseguirmos cortar o bolo no final da festa!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Não é objetivo, aqui, elencar possíveis hipóteses em que podemos identificar dificuldades decorrentes da alternância da constituição no mesmo dia, no entanto, permito-me fazer um resumo estruturado (quase uma ementa) do fato que me despertou essa questão de descobrir o horário de vigência da Constituição de 1988: <em>houve um pedido administrativo feito em agosto de 1988, cuja decisão só foi proferida em 04 (quatro) de outubro de 1988 e assinada pelo Executivo no dia 05 de outubro de 1988, não se sabe a hora. E mais: este referido ato está em conformidade com os ditames constitucionais de 1967, mas, por outro lado, está em desacordo com a Constituição de 1988, portanto, seria inválido e nulo.</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">E a pergunta que não quer (ou queria) calar era: aquele ato administrativo do dia 05 de outubro era ou não válido, gerava ou não direito adquirido, era ou não ato jurídico perfeito? E por ai vai&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Talvez vocês lembrem quando um professor dava um exemplo esdrúxulo para comprovar tal ou qual tese, sempre utilizando como personagens Caio e/ou Tício, sobretudo no Direito Penal. Esse caso acima narrado é um desses exóticos, que são imprevisíveis, mas acontecem! E que azar!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">O aludido caso pode ser visto, analogamente, da seguinte maneira: um cidadão chamado Tício</span><a name="_ftnref2" href="http://judice.wordpress.com/wp-admin/#_ftn2"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:11pt;line-height:115%;font-family:Arial;">[2]</span></span></span></span></a><span style="font-size:small;"> (lógico: sempre ele) apostou na mega-sena no dia 04 de março, um único jogo. Ocorrido o sorteio às 20hs, logo no dia seguinte ao da aposta, o malfadado “cabra” constatou que acertou todas as dezenas, sagrando-se ganhador de míseros 50 milhões de reais. No dia 06 de março, no entanto, e mesmo antes dele se dirigir à Caixa Econômica Federal para recolher sua fortuna, sai publicado no Diário Oficial as 9hs da manhã que as lotéricas e os jogos de apostas passaram a ser considerados ilícitos, ilegais e violadores de toda ordem penal e constitucional! <strong>Há ou não direito ao prêmio?</strong> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Suit your self&#8230;</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<div><span style="font-size:small;"></p>
<hr size="1" /></span></div>
<div id="ftn1">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0 0 10pt;"><a name="_ftn1" href="http://judice.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref1"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:Calibri;">[1]</span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;font-family:Calibri;"> </span><span style="font-size:8pt;line-height:115%;font-family:Arial;">A qual trouxe junto a Lei de Segurança Nacional – combate à subversão – e a Lei da Censura, ambas a “pedra de toque” da DITADURA.</span></p>
</div>
<div id="ftn2">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0 0 10pt;"><a name="_ftn2" href="http://judice.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref2"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:Calibri;">[2]</span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;font-family:Calibri;"> Há de se considerar que Tício não morreu, em que pese os diversos casos onde ele é sempre a vítima.</span></p>
</div>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/judice.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/judice.wordpress.com/101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/judice.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/judice.wordpress.com/101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/judice.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/judice.wordpress.com/101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/judice.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/judice.wordpress.com/101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/judice.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/judice.wordpress.com/101/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judice.wordpress.com&blog=3690834&post=101&subd=judice&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Salve a Lagosta! Dá-lhe crise mundial!</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 01:28:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Liberdade Poética]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[crise mundial]]></category>
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		<category><![CDATA[millor]]></category>
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		<description><![CDATA[Salve a Lagosta! Dá-lhe crise mundial!
Não se pode falar que a crise mundial só nos trouxe malefícios. Outro dia fui à peixaria e a oferta de lagostas estava farta! Cada uma maior que a outra, como há anos não via. Não que eu seja um assíduo apreciador de lagostas, até porque minha crise mundial acontece [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judice.wordpress.com&blog=3690834&post=26&subd=judice&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:medium;"><span style="font-family:Arial;">Salve a Lagosta! Dá-lhe crise mundial!</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;">Não se pode falar que a crise mundial só nos trouxe malefícios. Outro dia fui à peixaria e a oferta de lagostas estava farta! Cada uma maior que a outra, como há anos não via. Não que eu seja um assíduo apreciador de lagostas, até porque minha crise mundial acontece faz tempo! Mas o fato é que as lagostas estavam transbordando o isopor. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;">Indaguei ao peixeiro: “<em>Meu rei, que monstro é esse? King Lobster?</em> Perguntei, lembrando-me dos importados e insossos <em>king-crabs</em> que viraram moda. “<em>É a crise, meu chapa</em>!”, respondeu-me desanimado. Comprei dois peroás médios e fui-me embora! </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;">Dias atrás, coincidentemente, li uma matéria sobre a extinção das lagostas, a qual divulgava uma movimentação do Comitê de Gestão Sustentável da Lagosta (sim, existe!) para que a caçoeira fosse abolida, juntamente com os compressores de sucção, correntemente utilizados. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;"><span style="font-family:Arial;"><span style="text-decoration:underline;">Vamos por parte</span>: a caçoeira é uma rede de pesca de arrasto, a qual é puxada pelo barco, “colecionando” as lagostas para, após, serem emersas à embarcação. O compressor, por sua vez, é uma máquina de sucção que suga o cascalho do fundo do mar, destruindo todo e qualquer habitat existente naquela região, impossibilitado, assim, a vida marinha dos crustáceos. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;">Estima-se que apenas no estado do Ceará, por exemplo, existam 08 milhões de metros espalhados em caçoeiras, os quais aliados aos sugadores varrem não apenas lagostas, mas também tartarugas, ainda mais em extinção. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;">No ano de 2004, notadamente em 28 de maio, o IBAMA editou a Instrução Normativa nº. 32, proibindo a utilização das caçoeiras e dos sugadores, objetivando, certamente, conter a pesca predatória que assolava os crustáceos e, por outro lado, fazia a felicidade do meu amigo baiano da peixaria.</span><a name="_ftnref1" href="http://judice.wordpress.com/wp-admin/#_ftn1"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">[1]</span></span></span></span></a></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;">Todavia, e por força dos grandes pescadores (lagosteiros), essa Instrução Normativa foi revogada, voltando-se com a possibilidade de utilização de sugadores de cascalho (<em>rectius: devastadores de habitat natural)</em> e de caçoeiras.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;">Eis aqui um paralelo: Ingo Wolfgang Sarlet ensina que os direitos humanos são plenamente aplicáveis horizontalmente, ou seja, entre os particulares. Adicionalmente, é de se considerar que a devastação do meio ambiente atinge, sobretudo, os particulares, mas não unicamente a lagosta em si, em relação ao caso em tela. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;">Como não se trata de um artigo sobre a eficácia jurídica dos direitos fundamentais, estabelece-se como premissa que os direitos fundamentais são plenamente aplicáveis horizontalmente (e não apenas como proteção do cidadão para com o Estado). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;">O mesmo professor do Rio Grande do Sul, à luz dos estudos constitucionais alemães, leciona que existe uma chamada “proibição do retrocesso social”, que consiste, nada mais, nada menos, em uma vedação de que um avanço social já conquistado seja retrocedido por legislação (ou por qualquer norma) superveniente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;">Enfim, quero dizer que houve um flagrante retrocesso quando o IBAMA revogou norma que ele próprio havia editado, haja vista, sobretudo, que permitiu a pesca com meios devastadores, ao invés dos inofensivos manzuás. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;">Não se argumente, doutro flanco, que quero impor (ou fazer crer) uma eficácia horizontal de direitos fundamentais supra-particular (cidadão x lagosta), pois, como já dito, quando se fala em extinção de qualquer animal, fere-se uma coletividade ambiental (meio ambiente biótico – alimentos, plantas e animais), cujo dever de preservação é universal e inato. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;">Deste modo, enquanto norma aplicadora de direitos fundamentais, a Instrução Normativa nº. 32 de 2004 não poderia ser revogada por outra prejudicial ao interesse coletivo (lato senso) do meio ambiente. Mas nem tudo está perdido, pois temos Bush ao lado das coitadas lagostas!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;">Aqueles que são adeptos da Teoria da Conspiração</span><a name="_ftnref2" href="http://judice.wordpress.com/wp-admin/#_ftn2"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">[2]</span></span></span></span></a><span style="font-size:medium;font-family:Arial;">, aduzem que a crise mundial é fruto do Governo Bush (o que é fato) e é forjada (eis a conspiração), com dois intuitos: i) <em>favorecer os banqueiros multimilionários americanos</em>, pois ao invés de o governo suportar economicamente ao povo devedor, suportou os bancos, os quais receberão outra quantia quando os devedores puderem pagar suas dívidas; ii) <em>evitar a extinção mundial da lagosta</em>, certamente tomado por um ímpeto altruísta ambiental, em que pese Bush demonstrar ser um ávido colecionador de Guerras.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;">Provavelmente a carne de uma lagosta deve ser muito mais saborosa do que a de um soldado iraquiano!<span>  </span>Vai saber!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;">Millor Fernandes um dia escreveu que a língua portuguesa, ou brasileira, precisava de um “ponto de ironia”, da mesma forma que temos o “ponto de exclamação”, “ponto de interrogação”, “ponto final”, etc. Que falta que me faz! Faço votos!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial;">Dessa historieta toda, tenho pena do peixeiro! Mas se for para o bem da humanidade, e das lagostas, que venha a crise mundial e dá-lhe George W. Bush.</span><span style="font-size:medium;font-family:Times New Roman;"> </span><span style="font-size:small;font-family:Arial;"><br />
</span> &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<div id="ftn1">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;margin:0;"><a name="_ftn1" href="http://judice.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref1"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">[1]</span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;font-family:Arial;"> A IN nº. 32/2004 do IBAMA impunha a utilização de manzuás (gaiolas), pois não causam danos ao meio ambiente, em que pese diminuírem a pesca drasticamente para os pescadores. </span></p>
</div>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;margin:0;"><a name="_ftn2" href="http://judice.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref2"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">[2]</span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;font-family:Arial;"> À propósito, sugiro que assistam ao documentário chamado ZeitGeist (espírito do tempo – conjunto do clima intelectual e cultural do mundo, numa certa época), cujo teor contesta, conspiratoriamente, contra o mundo. Vídeo com legenda em português em: </span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial;"> <span style="font-size:x-small;font-family:Arial;"><a class="alignleft" title="ZeitGueist" href="http://video.google.com/videoplay?docid=-1437724226641382024" target="_blank">http://video.google.com/videoplay?docid=-1437724226641382024 </a></span></span></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<div id="attachment_30" class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://judice.files.wordpress.com/2008/11/charge_cacciola_lagosta1.jpg"><img class="size-full wp-image-30" title="Cacciola e a Lagosta" src="http://judice.files.wordpress.com/2008/11/charge_cacciola_lagosta1.jpg?w=320&#038;h=267" alt="Cacciola e a Lagosta" width="320" height="267" /></a><p class="wp-caption-text">Cacciola e a Lagosta</p></div>
<p style="text-align:center;">Eis a comprovação da ligação entre os banqueiros e a lagosta!!!!!</p>
<p> </p>
<hr size="1" />
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/judice.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/judice.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/judice.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/judice.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/judice.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/judice.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/judice.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/judice.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/judice.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/judice.wordpress.com/26/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judice.wordpress.com&blog=3690834&post=26&subd=judice&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cacciola e a Lagosta</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Lançamento do Livro &#8220;O Retrocesso da Igualdade entre Cônjuges e Companheiros&#8221;</title>
		<link>http://judice.wordpress.com/2008/10/17/lancamento-do-livro-o-retrocesso-da-igualdade-entre-conjuges-e-companheiros/</link>
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		<pubDate>Sat, 18 Oct 2008 02:52:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://judice.wordpress.com/?p=21</guid>
		<description><![CDATA[Prezados,
É com prazer que convido à todos para o lançamento de meu livro: &#8220;O Retrocesso da Igualdade entre Cônjuges e Companheiros&#8221;, que será realizado na OAB/ES no dia 18/11/2008, conforme as informações do convite abaixo.
Espero todos vocês lá!
       <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judice.wordpress.com&blog=3690834&post=21&subd=judice&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Prezados,</p>
<p>É com prazer que convido à todos para o lançamento de meu livro: &#8220;O Retrocesso da Igualdade entre Cônjuges e Companheiros&#8221;, que será realizado na OAB/ES no dia 18/11/2008, conforme as informações do convite abaixo.</p>
<p>Espero todos vocês lá!</p>
<div id="attachment_22" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://judice.files.wordpress.com/2008/10/convite-editora.jpg"><img class="size-full wp-image-22" title="Convite Lançamento" src="http://judice.files.wordpress.com/2008/10/convite-editora.jpg?w=500&#038;h=343" alt="Convite Lançamento" width="500" height="343" /></a><p class="wp-caption-text">Convite Lançamento</p></div>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/judice.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/judice.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/judice.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/judice.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/judice.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/judice.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/judice.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/judice.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/judice.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/judice.wordpress.com/21/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judice.wordpress.com&blog=3690834&post=21&subd=judice&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Convite Lançamento</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Poligamia e o Laicismo Estatal</title>
		<link>http://judice.wordpress.com/2008/08/07/poligamia-e-o-laicismo-estatal/</link>
		<comments>http://judice.wordpress.com/2008/08/07/poligamia-e-o-laicismo-estatal/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 01:52:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Liberdade Poética]]></category>
		<category><![CDATA[estado]]></category>
		<category><![CDATA[júdice]]></category>
		<category><![CDATA[laicismo]]></category>
		<category><![CDATA[laico]]></category>
		<category><![CDATA[lucas]]></category>
		<category><![CDATA[poligamia]]></category>

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		<description><![CDATA[ Poligamia e o Laicismo Estatal
Permissão Constitucional ou Proibição Moral?
Muito se discute, nos últimos anos, acerca da possibilidade de casamento ou união estável entre pessoas do mesmo sexo, fato que, aos poucos, está sendo incorporado aos Tribunais, a exemplo de recentes decisões conferindo direito ao casamento homossexual.

Aliás, tem-se admitido, ainda que em pequena escala, a possibilidade [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judice.wordpress.com&blog=3690834&post=12&subd=judice&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span><strong><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Poligamia e o Laicismo Estatal</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Permissão Constitucional ou Proibição Moral?</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Muito se discute, nos últimos anos, acerca da possibilidade de casamento ou união estável entre pessoas do mesmo sexo, fato que, aos poucos, está sendo incorporado aos Tribunais, a exemplo de recentes decisões conferindo direito ao casamento homossexual.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Aliás, tem-se admitido, ainda que em pequena escala, a possibilidade de adoção de crianças órfãs por “casal”</span><a name="_ftnref1" href="http://judice.wordpress.com/wp-admin/#_ftn1"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:Arial;">[1]</span></span></span></span></a><span style="font-size:small;"> homossexual , o que, por certo, destoa da realidade vivenciada até o início do século XXI.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Concomitantemente, a relação matrimonial entre homem x mulher vem tomando novos ares, sobremaneira com a grande divulgação da união estável, que de 1994 para 2008 tomou proporções inimagináveis, haja vista que o legislador sequer dispensou 3 artigos no Código Civil para sua regulamentação. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">A despeito de essas alterações ou novas concepções estarem certas ou erradas, o que se quer demonstrar é que o instituto do matrimônio está sofrendo severas modificações ou, talvez, atualizações, passíveis de gerarem dúvidas sobre o grau de inferência, <em>in casu</em>, do art. 1.521, CC/02 (rol dos proibidos de casarem), ao cotidiano. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Para melhor entendimento, transcrevo o art. 1.521, CC. <em>In verbis:</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">          Art. 1.521 – Não podem casar:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">          I – os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou civil;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">          II – os afins em linha reta;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">          III – o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">          IV – os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais até o terceiro grau inclusive;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">          V – o adotado com o filho do adotante;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">          VI – as pessoas casadas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">          VII – o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu   consorte.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Não há que ser radical e entender o artigo supra transcrito como caduco (vigente, mas sem eficácia concreta), até mesmo porque o casamento ainda se submete ao prévio controle judicial, o qual impede que matrimônios proibidos se consumam. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Entretanto, pode-se admitir questionamentos sobre a validade ou a gênese de cada inciso do art. 1.521, concluindo, assim, pela sua legalidade ou ilegalidade, ainda que pelo arbítrio do intérprete, ou, melhor dito, caberá à cada hermeneuta ter como válida ou não referido texto legal, o que, em larga escala, redunda na caducidade da norma. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">O que impede o cônjuge sobrevivente a casar-se com o homicida de seu consorte? Obviamente, enquanto escritor deste ensaio, não o faria, todavia, quem assim o quisesse, poderia fazê-lo. Ou ainda, o que impede os afins em linha reta de casarem-se?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Enfim, são perguntas que possuem suas respostas na essência do molde Estatal do Mundo Ocidental, o qual, como cediço, erigiu-se sob os espectros cristãos. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span id="more-12"></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Não é objetivo deste breve estudo elucidar a formação ou demonstrar a epistemologia do Estado, até mesmo porque o fato que releva para nós é praticamente público e notório. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Nossa sociedade possui uma herança religiosa muito grande, em especial da Igreja Católica, a qual se dividiu em várias vertentes</span><a name="_ftnref2" href="http://judice.wordpress.com/wp-admin/#_ftn2"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:Arial;">[2]</span></span></span></span></a><span style="font-size:small;"> que passaram a ser chamadas, em conjunto, de cristianismo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Como exemplo, podemos citar o período histórico onde a Igreja Católica e o Estado se misturavam, ao passo de as sanções civis (Tribunal de Inquisição) decorrerem de pecados religiosos. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Ou mesmo nos idos feudais, onde o poder dos Reis decorriam da vontade de Deus, capazes de controlar todo um povo que, crentes na religiosidade e na escolha Divina, respondiam lealmente aos comandos dos superiores. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Até mesmo nas revoluções, a religião era invocada como fundamento e legitimação do movimento revolucionário, sempre atrelado, entretanto, à busca pelo poder. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">De uma forma ou de outra, a sociedade ocidental tem sua história irrigada pelo domínio religioso, que, obviamente, refletiu no ordenamento jurídico. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Nem Kelsen nem qualquer outro filósofo ou pensador do Direito conseguiria isolar a Ciência Jurídica das contingências religiosas, as quais até os dias atuais demonstram-se fortes e enraizadas em nossa cultura jurídica. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Por fim, peço que analisem com cautela os Dez Mandamentos da Bíblia, para conseguirem uma melhor percepção do que exponho, a saber: Mandamento 4, sábado como descanso; 5, honra ao pai e mãe; 6, não matarás; 7, não cometerás adultério; 8, não furtarás; 9, não levantarás falso testemunho; 10, não cobiçarás o que pertence ao próximo. Por certo estão intrínsecos à nossa cultura; são inatos!</span><a name="_ftnref3" href="http://judice.wordpress.com/wp-admin/#_ftn3"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:Arial;">[3]</span></span></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Essa herança religiosa é o que acontece com o art. 1.521, CC/02. Nitidamente podemos perceber que os incisos que compõem o artigo em questão decorrem de um entendimento cristão, que, em alguns casos, já se confunde com o sentido de moral e de valores, afinal, nascemos e crescemos nesse molde religioso, mesmo aqueles que não freqüentam uma Igreja. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Porque não podem casar-se os afins em linha reta? É moralmente ilegal, ou melhor, religiosamente ilegal.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Por outro lado, o art. 5º da Constituição Federal, no seu inciso VI, aduz que: “<em>é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias</em>”. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Em outras palavras: <em>O estado é laico</em>. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Mas, como acreditar num laicismo sendo que a formação do Estado se deu pelo império (ou imperialismo) cristão? </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Sabemos que aos muçulmanos, a exemplo, é expressamente permitida a poligamia, em conformidade com o Livro Sagrado (Alcorão). Tendo-se como premissa um estado laico, questiona-se: <em><span style="text-decoration:underline;">O inciso VI do art. 1.521, CC (proibição de casamento aos já casados) é aplicável à crença muçulmana?</span></em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Outrossim, a mesma Carta Magna possui como princípio a não-intervenção (laisser-faire), notadamente no Estado Democrático de Direito que vivenciamos. Ora, se a não intervenção nas relações pessoais e o laicismo estatal são premissas basilares da Constituição Federal, como admitir uma regra infraconstitucional que impeça a poligamia entre os muçulmanos?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Afasta-se o movimento Constitucional em prol de uma segurança jurídica? Afinal, adotando-se a liberdade de crença na sua totalidade, teríamos, provavelmente, uma guerra religiosa, cada uma em busca de novos fiéis e novos conceitos que, por princípios (laicismo), estariam admitidos, à despeito de regras positivadas. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Uma das primeiras perguntas que surgem quando este tema é posto em discussão é: e o satanismo? Admitiríamos a morte de determinada pessoa por motivos religiosos (satânicos)? </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Afinal, para afastarmos a deontologia (obrigação, permissão ou proibição) do art. 1.521, devemos fazê-lo de modo geral e abstrato, ou seja, não compete abrir precedentes para relativizar as proibições ao casamento à luz da liberdade de crença, sem que, da mesma forma, possamos estendê-las à outras esferas do dia-a-dia. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Essa, com certeza, é a maior dificuldade em defendermos a liberdade de crença e, conseqüentemente, da aplicação dos valores religiosos. O que se pugna num segmento da doutrina é pela liberdade de culto, Constitucionalmente defendida, mas não aplicabilidade irrestrita dos dogmas de cada religião. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Nesta linha, retoma-se o conceito básico de que o direito de um termina quando encosta ou esbarra no direito do próximo. Ou, como já diria Robert Alexy, a colisão de princípios deve ser solucionada pela proporcionalidade ou razoabilidade. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">O que se conclui diante todo esse apanhado histórico, é que, de fato, os impedimentos do art. 1.521 precisam ser revistos! O tema pode até parecer novo, entretanto, a crescente modificação das relações amorosas (informais ou não) impõe uma reestruturação de todo fundamento marital, incluindo-se, aí, as proibições. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Ainda mais no momento que vivenciamos atualmente, com a abertura das culturas árabes e chinesas, às vezes totalmente incompreendidas e, muitas vezes, desconhecidas por nós.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Não há possibilidades de prevermos, hoje, os impactos que essa disseminação da cultura árabe poderá ter em nossa sociedade. Aliás, as últimas produções Hollywoodianas já demonstram essa abertura cultural, que, aos poucos, é inserida em nosso cotidiano. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Por derradeiro, frise-se que este artigo tem por objetivo discutir o Direito, não expondo, desta feita, uma conclusão adequada ou definitiva sobre o tema, o qual, diga-se de passagem, gera imensos conflitos ideológicos. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Assim sendo, resta a pergunta: <em>A poligamia é constitucionalmente permitida ou moralmente proibida?</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<div><span style="font-size:small;"></span></p>
<div id="ftn1">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn1" href="http://judice.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref1"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">[1]</span></span></span></span></span></a><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"> Casal entre aspas pois me refiro coloquialmente, mas não com exatidão jurídica.</span></p>
</div>
<div id="ftn2">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn2" href="http://judice.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref2"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">[2]</span></span></span></span></span></a><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"> Igreja Luterana, Calvinista, Protestante, etc. </span></p>
</div>
<div id="ftn3">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;margin:0;"><a name="_ftn3" href="http://judice.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref3"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">[3]</span></span></span></span></span></a><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"> <em>Timóteo</em> 3:2 e 12 – 3 – Os servos ministeriais sejam maridos de uma só esposa, presidindo de maneira excelente aos filhos e às suas próprias famílias. 13. Pois os homens que ministram de maneira excelente estão adquirindo para si uma posição excelente e muita franqueza no falar na fé, em conexão com Cristo Jesus. – <em>Mateus</em> 19:4 – 6 – Em resposta, ele disse: “Não lestes que aquele que os criou desde [o] princípio os fez macho e fêmea, 5 e disse: ´Por esta razão deixará o homem seu pai e sua mãe, e se apegará à sua esposa, e os dois serão uma só carne´”? <strong>(PASSOS, Fernanda. Relações Jurídicas na Bíblia. 2ª Ed. Cultura Jurídica Editora. 2006, p. 134)</strong></span></p>
</div>
</div>
<hr size="1" />
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/judice.wordpress.com/12/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/judice.wordpress.com/12/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/judice.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/judice.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/judice.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/judice.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/judice.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/judice.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/judice.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/judice.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/judice.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/judice.wordpress.com/12/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judice.wordpress.com&blog=3690834&post=12&subd=judice&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>União Estável x Casamento: O retrocesso na equiparação</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 19:02:42 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[União Estável x Casamento: O retrocesso na equiparação  
Como cediço, a união estável sedimentou-se na sociedade atual apenas em meados do ano de 1994, com a promulgação da lei 8.971/94, resultado, no entanto, de evolução histórica e social das relações afetivas. A dualidade “concubinato e casamento”, existente por séculos, deixou de reinar sobre os relacionamentos amorosos, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judice.wordpress.com&blog=3690834&post=9&subd=judice&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><b><span style="font-size:16pt;font-family:'Times New Roman';">União Estável x Casamento: O retrocesso na equiparação</span></b><b><span style="font-size:16pt;font-family:'Times New Roman';"> </span></b><b><span style="font-size:16pt;font-family:'Times New Roman';"> </span></b></p>
<p><span style="font-size:16pt;font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">Como cediço, a união estável sedimentou-se na sociedade atual apenas em meados do ano de 1994, com a promulgação da lei 8.971/94, resultado, no entanto, de evolução histórica e social das relações afetivas. A dualidade “concubinato e casamento”, existente por séculos, deixou de reinar sobre os relacionamentos amorosos, abrindo espaço, desta feita, à união estável, que visava regulamentar, sobretudo, o casal informal (ou o concubinato desimpedido), cujo intuito de constituição de família transparecia de maneira pública, duradoura e contínua. </span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"> </span></span></p>
<p><span style="font-size:16pt;font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"></span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">No princípio, muito se discutia quais características ou fatos podiam ser definidores de uma união estável: convivência de no mínimo 05 anos, coabitação, geração de filhos, entre outros, até chegar aos moldes atuais, onde não se questiona os pontos acima elencados, mas, sobremaneira, a <i>affectio societatis</i>, ou seja, a intenção de constituir família. </span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"> </span></span></p>
<p><span style="font-size:16pt;font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">O mais preocupante, entretanto, gira em torno de alguns entendimentos doutrinários que pretendem equiparar a união estável ao casamento, o que, destaca-se, seria um retrocesso, um retorno aos idos pré-constituição de 1988, uma involução histórica, tendo em vista que a própria Constituição Federal (CF) elencou no art. 226, § 3º a união estável como uma entidade familiar após anos e anos de batalha patrimonial (digna, em muitos casos) dos concubinos desimpedidos. </span></span></p>
<p><span style="font-size:16pt;font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">Patrimonial sim, pois numa união estável não há qualquer obrigação pessoal que possa estar <i>subjudice</i>, eis que não há retificação de nome de solteiro no registro civil, fidelidade recíproca (a lei desobriga), presunção absoluta para reconhecimento de filhos, etc., mas tão somente partilha de bens amealhados e/ou conquistados na constância da união estável (art. 1660, 1725 e 1790, CC/02). </span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"> </span></span></p>
<p><span style="font-size:16pt;font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"></span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">Vale relembrar: união estável e casamento são institutos diferentes, e assim merecem ser tratados. Em que pese parecer desnecessária e trivial, tal afirmativa não tem sido respeitada por alguns doutrinadores e conseqüentemente por alguns membros do Poder Judiciário, uma vez que reiterados julgados equiparando as duas supracitadas entidades familiares têm sido noticiados no meio jurídico.</span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"> </span></span></p>
<p><span style="font-size:16pt;font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"></span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">À partir da própria Carta Magna, no art. 226, § 3º, vê-se que união estável e casamento são diferentes, eis que o trecho final do referido parágrafo apregoa que deve a lei facilitar a conversão do primeiro no segundo, ou seja, o Estado deverá prover meios para que os companheiros possam casar-se e tornarem-se cônjuges. </span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"> </span></span></p>
<p><span style="font-size:16pt;font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">Ora, se a própria CF induz sua preferência ao casamento, impondo ao Estado a facilitação na conversão da união estável, é de se concluir que não podem ser considerados como uma só entidade. </span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"> </span></span></p>
<p><span style="font-size:16pt;font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"></span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">Há de se evidenciar, por outro lado, o princípio da igualdade material (ou substancial), o qual preconiza que, parafraseando Rui Barbosa, os desiguais devem ser tratados desigualmente, na medida em que se desigualam. O fato de união estável e casamento constituírem espécies do gênero entidade familiar não se pode concluir que são iguais. A desigualdade é patente, notadamente no que tange a (in)formalidade e capacidade de proteção estatal, mas, principalmente, a vontade. </span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"> </span></span></p>
<p><span style="font-size:16pt;font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">Os componentes de uma união estável possuem a vontade de permanecerem como companheiros, mas não como casados, pois, caso o quisessem, a lei os confere facilidade para a conversão. O Estado (neoliberal, diga-se de passagem) não possui poder de imiscuir-se na vontade de seu administrado, ditando acerca de seu relacionamento amoroso, afinal, equiparar a união estável ao casamento é o mesmo que impor uma vontade não querida pelos companheiros. É como se a lei civil infraconstitucional impusesse que os evangélicos são, na verdade, católicos (a despeito da liberdade de crença elencada no art. 5º, VIII, CF). De plano vê-se a estranheza neste exemplo, todavia, transferindo as premissas para o caso em análise, com as devidas proporções, a violação ao texto constitucional é a mesma, afinal, o gênero “religião” teve suas espécies “catolicismo” e “evangelismo” misturadas ou confundidas.</span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"> </span></span></p>
<p><span style="font-size:16pt;font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"></span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">A falta de critérios objetivos para caracterização de uma união estável (já que as relações afetivas são, por natureza, subjetivas) dá azo a diversas interpretações teratológicas, ao passo, por exemplo, de confundir um simples namoro com uma união estável, o que vem sendo erroneamente entendido no mundo jurídico, o que gera direito patrimonial para um mero namorico. Por certo a lei não pretendeu tal fato, que vem, infelizmente, acontecendo. </span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"> </span></span></p>
<p><span style="font-size:16pt;font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"></span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">Deve-se ter sempre em mente que a união estável tem como pano de fundo basilar a intenção de constituir uma família, o que, por certo, não é de fácil verificação, sendo resolvido, portanto, no caso a caso. A análise de forma isolada de critérios objetivos como tempo, coabitação, publicidade, habitualidade, etc. não servem como parâmetros definidores de uma união estável se analisados de forma isolada.</span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"> </span></span></p>
<p><span style="font-size:16pt;font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"></span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">Conclui-se, por derradeiro, que não há inconstitucionalidade no texto normativo do Código Civil de 2002 ao tratar de forma diferente cônjuges e companheiros, mesmo sabendo que à união estável não fora direcionado proteção equivalente à que o casamento recebera, afinal: a desigualdade é clarividente e, por conseguinte, necessária. </span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"> </span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"><strong> </strong></span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"><strong> </strong></span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"><strong> </strong></span></span></p>
<p align="right"><span style="font-size:16pt;font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"></span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"><strong>Lucas Júdice</strong></span></span></p>
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		<title>O macaco, o Direito, o MP e o Habeas Corpus</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Sep 2007 15:24:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Grupo de Estudo]]></category>

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		<description><![CDATA[O macaco, o Direito, o MP e o Habeas Corpus
Artigo publicado na Revista Consulex de 30/11/2005, por Sérgio Habbib
_____________________________
O Ministério Público da Bahia resolveu impetrar ordem de habeas corpus em favor de uma chimpanzé chamada &#8220;Suíça&#8221;, que estaria sofrendo coação ilegal por encontrar-se aprisionada no Jardim Zoológico, em Salvador, numa jaula com área total de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=judice.wordpress.com&blog=3690834&post=7&subd=judice&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h3 class="post-title">O macaco, o Direito, o MP e o Habeas Corpus</h3>
<p align="justify"><span style="font-size:85%;"><font size="2">Artigo publicado na Revista Consulex de 30/11/2005, por Sérgio Habbib</font></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:85%;"><font size="2">_____________________________</font></span></p>
<p><span style="font-size:85%;"><font size="2">O Ministério Público da Bahia resolveu impetrar ordem de habeas corpus em favor de uma chimpanzé chamada &#8220;Suíça&#8221;, que estaria sofrendo coação ilegal por encontrar-se aprisionada no Jardim Zoológico, em Salvador, numa jaula com área total de 77,56 m2 e, portanto, privada do seu direito de locomoção.</font></span><span style="font-size:85%;"><font size="2">Recentemente tomei conhecimento de que o Ministério Público da Bahia, por intermédio de seu Núcleo do Meio Ambiente, impetrara ordem de habeas corpus em favor de uma chimpanzé de nome &#8220;Suíça&#8221;, que estaria sofrendo coação ilegal (!) em virtude de ato abusivo perpetrado pelo Diretor de Biodiversidade da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMARH, que a mantinha aprisionada no Parque Zoobotânico Getúlio Vargas (Jardim Zoológico), em Salvador, Bahia.</font></span><span style="font-size:85%;"><font size="2">Eis como a impetração descreve os fatos: &#8220;Conforme cópia anexa do Inquérito Civil 08-2005, instaurado pela 2ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, a paciente, integrante da espécie chimpanzé (Ordem: Primates; Sub-ordem: Antropoidea; Super-família: Hominoidea: Família: Hominidae; Sub-Família Gorillinae; Espécie: Homo Troglodytes) se encontra aprisionada no Jardim Zoológico de Salvador, numa jaula com área total de 77.56 m2 e altura de 4.0 metros no solário, e área de confinamento de 2.75 metros de altura, privada, portanto, de seu direito de locomoção.&#8221;</font></span><span style="font-size:85%;"><font size="2">Não sei por que razão, mas ao ler a petição de habeas corpus imaginei-me lendo o capítulo inicial de &#8220;A Metamorfose&#8221;, em que o insuperável Kafka descrevia a transformação de Gregor Samsa num inseto monstruoso: &#8220;Estava deitado sobre suas costas duras como couraça e, quando levantou um pouco a cabeça, viu seu ventre abaulado, marrom, dividido em segmentos arqueados, sobre o qual a coberta, prestes a deslizar de vez, apenas se mantinha com dificuldade.&#8221; O paralelismo dos absurdos estava, portanto, estabelecido.</p>
<p><span id="more-7"></span></p>
<p>Curioso e ávido do desafio a que a petição estimulava, fui, aos haustos, deixando-me levar pela incursão no território da absurdez. Em minha mente, porém, acostumado a lidar cartesianamente com o direito ortodoxo, confesso que não conseguia entender como a corajosa impetração haveria de contornar os obstáculos para demonstrar a possibilidade jurídica do pedido.</p>
<p>Depois de proceder a uma análise do escorço histórico do instituto do habeas corpus e de demonstrar como os direitos sociais foram sendo assegurados, além da ocorrência de mudanças significativas da sociedade, a impetração se depara com o primeiro grande entrave para o conhecimento do pleito: é que a Carta Magna, ao dispor sobre o instituto do habeas corpus, assim se expressa: &#8220;Conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder&#8221;.</p>
<p>Ora, como contornar a exigência legal constante do vocábulo &#8220;alguém&#8221;, considerando-se que a paciente é uma chimpanzé? A cada instante, pois, a petição se tornava mais kafkiana. Segundo o léxico, o vocábulo &#8220;alguém&#8221; apresenta os seguintes significados: &#8220;alguma pessoa; determinada pessoa; pessoa de relevo intelectual ou social; ente, pessoa&#8221;.</p>
<p>Na ignorância do meu pensamento tradicional, não me parecia que a definição da etiologia do termo pudesse ser atribuída à espécie animal. Considerar-se uma chimpanzé como alguém, seria, não há negar, dar uma forma de interpretação muito alargada, diria mais, de um surrealismo incrível, inaceitável, sobretudo partindo do respeitável órgão do Ministério Público. Mas a petição ali estava, era real, existia mesmo.</p>
<p>A impetração insistia na inacreditável idéia de que o macaco em nada difere da pessoa humana, podendo, por isso mesmo, ser considerado, igualmente, pessoa. Logo, sendo pessoa, conseqüentemente, sendo alguém, poderia beneficiar-se da previsão constitucional, que exige como paciente de habeas corpus pessoa humana.</p>
<p>Pois bem. Mas a impetração não ficou por aí. O segundo ponto que teria de superar, seria considerar ilegal a prisão a que se achava submetida a chimpanzé.</p>
<p>Sob esse aspecto, partiu-se de uma constatação real, qual seja, a de que ela se encontrava &#8220;presa&#8221; (?) numa jaula com área total de 77,56 m2, o que, segundo se alegou, seria insuficiente para abrigar a primata (!), pode-se dizer, consangüínea dos hominídeos.</p>
<p>O local da prisão não era outro lugar senão o Jardim Zoológico.</p>
<p>Incompreensível, portanto, a irresignação do MP em comento, já que a chimpanzé não se encontrava nem no Presídio de Salvador – onde ficam os presos provisórios –, muito menos na Penitenciária Lemos Brito – onde permanecem os presos já condenados –, menos ainda em qualquer cela de Delegacia de Polícia, mas no Zoológico.</p>
<p>Mais intrigado fiquei ainda quando imaginei que só a chimpanzé &#8220;Suíça&#8221; estava tendo esse privilégio de obter o patrocínio do Ministério Público para &#8220;relaxar&#8221; a sua prisão dita ilegal. Creio que os demais animais deveriam ter direito à extensão da ordem de habeas corpus, uma vez concedida.</p>
<p>Aliás, não apenas os macacos, mas igualmente os leões, os elefantes, as girafas, os hipopótamos e, por que não, os veados.</p>
<p>Bem, mas não é só isso! Há outro aspecto decorrente de adotarmos essa visão vesga do MP da Bahia: é que sendo a chimpanzé considerada sujeito de direito, evidentemente que deverá ser também sujeito de deveres, e, como tal, penalmente imputável. Assim, não demoraria o legislador mais afoito, dentro do ritmo esquizofrênico de como as leis são elaboradas em nosso País, em querer alterar o Código Penal para incluir o tipo do &#8220;macaquicídio&#8221;, ou seja &#8220;tirar a vida de macaco&#8221;. Ou, o que seria igualmente temerário, um tipo penal associado ao crime próprio, que só poderia ser praticado pelo macaco.</p>
<p>No final do mandamus, mais curioso fiquei ao constatar que o impetrante pedia a concessão da ordem nos seguintes termos: &#8220;a paciente espera e confia na concessão do pleito&#8221;. Fico a imaginar que decepção seria para ela a denegação do pedido&#8230;</p>
<p>Diante de tudo isso, sendo eu o juiz – e ainda bem que não o sou – competente para julgar esse sui generis habeas corpus, teria de indeferi-lo, mas, preocupado com a reação imprevisível da chimpanzé e no intuito de consolá-la, não poderia dar outra decisão, a não ser aquela que lhe destinasse&#8230; uma banana&#8230;</p>
<p>Como diria Otávio Mangabeira: &#8220;Pense no absurdo, na Bahia há precedente&#8221;.</p>
<p><span style="font-size:85%;"><font size="2"><strong>SÉRGIO HABIB<br />
</strong>é Advogado Criminalista, Presidente da ABACRIM e Professor de Direito Penal na UFBA.</font></span></p>
<p></font></span></p>
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